segunda-feira, 31 de agosto de 2009

DocTV América Latina seleciona cinco projetos para a semifinal

Sexta-feira, 28 de Agosto de 2009.
A Comissão de Seleção do programa DocTV América Latina escolheu cinco projetos para a defesa final: "Laura", de Fellipe Germano Barbosa; "Rocinha à Vista", de Felipe Felipe Schultz Mussel; "Tekoayhu, Amizade", de Everson José Faganello; "Como José se tranformou em Kátia", de Karla Holanda e "Entorno da Beleza", de Dacia Ibiapina da Silva.

Foram escolhidos como suplentes os filmes "Se Deus Quiser", de Carlos André Constantin; "Hellcenter", de Clara Leonel Ramos e "O Homem e o Tempo", de Tatiana Guitti Polastri. Os filmes selecionados em toda a América latina serão exibidos entre abril de 2010 e abril de 2011 pelas TVs públicas dos países incluídos no programa: Argentina, Bolivia, Brasil, Chile, Colombia, Costa Rica, Cuba, Equador, México, Panamá, Peru, Porto Rico, Uruguai e Venezuela.

O concurso vai premiar com US$ 70 mil um projeto inédito de documentário brasileiro de 52 minutos que proponha uma visão original da diversidade cultural brasileira. No total, foram inscritos 68 projetos brasileiros.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Videodata demonstra tecnologia 3DTV e Cinema 3D

Durante a Broadcast & Cable, a empresa apresentará a tecnologia de estereoscopia para produção e transmissão 3DTV e Cinema 3D. As demonstrações de 3DTV e Cinema 3D serão realizadas no estande da Videodata com equipamentos e conteúdo da empresa canadense International Datacasting Corp.
Outro destaque será o sistema INTERACT, da empresa Israelense Orad, que permite ao operador interagir através de um monitor LCD Full HD, manipulando 3D e vídeos dinâmicos em tempo real. Recentemente, a TV Cultura de São Paulo comprou esse sistema para utilizar na apresentação dos seus telejornais.

Rosco View na Broadcast & Cable


O sistema controla 100% da luz que passa por portas e janelas de estúdios
A Rosco do Brasil, que é especializada em produtos para artes cênicas, apresentará aos profissionais de televisão e cinema o Rosco View, um sistema que controla 100% da intensidade de luz proveniente de portas e janelas, sem afetar a iluminação do estúdio ou set de filmagem. A solução é composta por um filtro polarizador, gelatina, com largura especial para janela, e um filtro polarizador em vidro para câmera.

Esse sistema já é usado pela Rede Globo e pela Mix TV.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Câmeras RED se espalham pelo país


As cultuadas câmeras digitais RED, que capturam com resolução de 4520 x 2540 pixels, ou 4k, estão recebendo constantes encomendas e, em breve, estarão presentes em maior quantidade no Brasil. As primeiras câmeras chegaram ao país no final de agosto de 2007 e, de lá para cá, o número de pedidos fez criar uma lista de espera que somente acabou neste segundo semestre de 2008. “Agora, tem umas 15 REDs em São Paulo. É o momento do boom”, disse o assistente de câmera Ednei Sulzbach, que ministrou em novembro um workshop de dois dias sobre o uso da câmera para diretores, técnicos e produtores. “Daqui a dois meses, a gente não vai mais conseguir contar quantas REDs tem no mercado. Muita gente está encomendando”, garantiu o técnico.

Um dos novos clientes da RED é o diretor free-lancer Luiz Fernando. Depois de trabalhar no mercado de Curitiba (PR) com várias câmeras – 35mm, 16mm e digitais – o diretor resolveu comprar uma RED neste fim de ano. “Acho que é o caminho para o cinema, pelo barateamento de custo, facilidade de produção e por conseguir chegar hoje num resultado final excelente. Diferente da película, mas muito bom”, considera.
A JKL Cine, locadora de equipamentos cinematográficos, possui duas REDs. A empresa fez testes com a câmera e estreou a novidade num curta-metragem rodado em novembro passado em Florianópolis. A equipe gravou em 4k em formato 2 para 1, usando 6 cartões de 8 GB, 2 MacBooks Pro e 4 Terabytes de HD para backup. “Vai ser feito um transfer para 35. O material final é cinema”, afirmou o engenheiro elétrico da JKL, Mário Janine.

A presença da câmera não se limita às regiões Sul e Sudeste. A WG Produções, de Aracaju (SE), vai fazer o primeiro uso da RED em janeiro, na gravação de um documentário de 50 minutos para a TV pública local Aperipê, transmissora da TV Brasil. “A gente trabalha com a XDCAM, nas estações Final Cut, e agora vai passar a trabalhar com a RED também. A gente comprou numa feira em Amsterdã, na Holanda, no ano passado. Fizemos o pedido e ela chegou”, conta o editor master da produtora, Everton Junior. “A gente também vai trabalhar muito com essa câmera no estúdio, para fazer candidatos e as promoções institucionais do Governo do Estado”, planeja Junior.

O próprio palestrante do workshop, Ednei Sulzbach, contou o caso de duas produtoras de São Paulo que, acostumadas ao uso de película, experimentaram a RED para fazer comerciais e chegaram a resultados distintos. “Ambas criaram um segmento, dentro da produtora, para trabalhar o digital. Numa delas, o processo se tornou super natural depois de alguns filmes. Na outra, a gente fez dois filmes, mas eles apostaram muito mais em AVID, que não é tão simples de trabalhar com a RED quanto o Final Cut. São dois casos que partiram de uma situação parecida, mas hoje a segunda produtora prefere fazer em película sempre que possível”, exemplificou.

A RED esquentou o debate sobre a suposta substituição da película pelo digital. Mas Sulzbach acredita que nenhuma irá desaparecer. “A gente vê a RED, no Brasil, como um equipamento que veio substituir o 35mm. Mas não é isso. O digital não veio para concorrer com a película. A REDveio para concorrer com outras câmeras digitais. Em 20 ou 50 anos, o digital vai tomar cada vez mais lugar, mas não por mérito, porque há muitas situações que a 35mm faz melhor que a RED. Cada um vai tomar seu rumo”, prevê o técnico.

Parte do sucesso da RED é seu preço. No site oficial, o corpo da câmera digital sai por U$ 17.500. Ela tem dimensões de 30,5 x 16 x 13,2 cm, pesa 4,1 kg, e tem um sensor de imagem CMOS de 12 megapixels, com a dimensão de um quadro de película Super 35mm (24.4x13.7mm) – o que permite a captura de vídeo, sem compressão e com baixo ruído de sinal, na resolução de 4520 x 2540 pixels. A câmera não requer adaptadores para usar lentes de película 35mm, graças ao sensor de imagem do mesmo tamanho da área da película. Os acessórios podem ser os mesmos do 35mm. Além disso, de acordo com o fabricante, a REDpermite futuros upgrades.

RED ONE

Apesar de não ter tido stand na NAB 2009, as câmeras da marca estavam presentes em todos os cantos da feira. Mercado espera para breve novos concorrentes 4K. A ausência da RED no NAB 2009 parece ter sido uma questão de estratégia temporária. A RED está atualmente desenvolvendo a sua nova geração de câmaras digitais modulares de 5K, tal como anunciou e mostra no seu site, mas ainda não tem nada para mostrar em público, aparentemente. Uma dessas novas câmeras, a RED EPIC, está mesmo sendo promovida como uma substituição direta para a sua RED One original, prometendo a empresa devolver o dinheiro que a mesma custou a quem quiser trocá-la pela futura câmera. Isso enquanto a RED One continua a receber encomendas às centenas e, aparentemente, existe mesmo uma lista de espera imensa.

Entretanto, todo o sistema de produção originalmente anunciado para a RED One está concretizado. Existem inúmeros filmes a serem rodados com ela, assim como a sua aplicação em projetos audiovisuais de todo o tipo se sucede - razão pela qual as RED One originais se viam por toda a feira em Las Vegas. Seja para promover novos tripés e acessórios de produçãoRED, seja para demonstrar a sua interoperacionalidade com sistemas de produção.

Apenas no pavilhão central do NAB 2009 (onde se concentram as empresas de hardware de produção), era possível contar umas 20 câmaras RED num breve passeio pelos stands. Uma situação curiosíssima, sobretudo porque quem as quer comprar não as consegue ter e também pelo fato de que o modelo RED One original não obteve sequer certificação européia (marca CE, obrigatória para se poder revender, alugar ou simplesmente para se obterem seguros de produção), impedindo que quem a tenha comprado na Europa possa alugá-las “às claras” em produções oficiais.

Mesmo assim, o “efeito RED” está criado e, como todos os fabricantes de câmaras já perceberam, o mercado nunca mais voltará a ser o mesmo. Conseqüência direta desse “efeitoRED” é que a atenção sobre outras câmeras de cinema digital redobrou também, beneficiando a Silicon Imaging, por exemplo, que está vendendo muito bem a sua SI-2K. Isso até surgirem no mercado os novos concorrentes 4K que se sabe estarem em preparação, como é o caso da Sony, que prometeu ter um sistema completo de produção em 2010 e que, conforme conseguimos apurar, tinha uma demonstração de protótipos 4k em curso numa sala reservada em Las Vegas (à qual a imprensa ainda não podia ter acesso).

Ao mesmo tempo, os argumentos da RED parecem ter sido demasiados para o único fabricante que, até agora, havia desenvolvido e colocado no mercado uma câmera verdadeiramente 4K. Os canadenses da Dalsa Corporation já fecharam a sua divisão Digital Cinema, depois de terem falhado todas as tentativas de vender a tecnologia e a organização de aluguéis criada em Los Angeles. Em 2008, a Dalsa sofreu diretamente com as sucessivas greves que se viveram em Hollywood e, apesar de a sua câmera Origin ter sido usada no último filme 007 “Quantum of Solace”, a realidade é que os “mamutes” que eram essas câmeras se mostraram pouco atrativos para a indústria.

Durante os últimos meses, a Dalsa esteve em negociações com os alemães da Arnold & Richter Cine Technik (ARRI), mas sem sucesso. As poucas câmeras existentes foram vendidas a uma empresa de aluguel de Hollywood mas, tanto quanto se sabe, foram descontinuados quaisquer planos de desenvolvimento posteriores, especialmente no que diz respeito ao ambicioso projeto de criação de objetivas próprias para o formato. Isso não quer dizer que a lucrativa divisão de semi-condutores e sensores da Dalsa não venha a participar ativamente em projetos 4K de outros fabricantes no futuro, já que a marca continua a desenvolver tecnologia nesse âmbito para aplicações científicas e industriais. Aliás, não nos admiraria muito vir a encontrar os sensores da Dalsa em futuras câmaras 4K de outros fabricantes. Mas uma coisa é certa, os tempos de recessão já fizeram a sua primeira baixa no sonho 4K e o aviso está dado à indústria em geral.

O NAB 2009 trouxe uma mensagem de realismo à indústria como já não se via à muito tempo. Mas é justamente por isso que ganham ainda maior importância os lançamentos e anúncios a que assistimos neste evento: porque, esses sim, parecem estar mais firmemente consolidados que nunca.


Novos caminhos da indústria broadcast O presidente e CEO da NAB, David K. Rehr, proferiu discurso dando destaque à rádio na Internet, à evolução da norma digital HD Radio, à integração da rádio nos celulares e aos novos dispositivos portáteis como linhas de força que orientam a inovação na indústria.

No que diz respeito à televisão, onde a transição digital ainda continua, David K. Rehr lembrou a importância da adoção da HDTV e apontou como grande oportunidade a televisão móvel. Nos Estados Unidos, os broadcasters agora se preparam para adotar a tecnologia In-band, emitindo sinais secundários para recepção móvel nas suas próprias redes e freqüências, em regime free-to-air. A formação da Open Mobile Video Coalition, que congrega o interesse de mais de 800 emissoras de televisão, reflete esse interesse em levar a televisão digital aos dispositivos móveis e portáteis, tendo a NAB afirmado que espera ter em 2012 mais de 130 milhões de celulares e 25 milhões de media players preparados para receber a televisão móvel.

Total de usuários cresce 10% em julho

A Internet no Brasil cresceu 10% em julho, segundo medição do IBOPE Nielsen Online. No mês passado, 36,4 milhões de pessoas usavam a Internet em casa ou no trabalho. Em junho, o número era 33,2 milhões. O tempo médio de uso continuou crescendo e atingiu as marcas de 71 horas e 30 minutos de tempo total, incluindo aplicativos, e de 48 horas e 26 minutos, considerando somente navegação em páginas. O número de pessoas com acesso à internet em casa ou no trabalho é de 44,5 milhões.

Entre os internautas residenciais, o número de usuários ativos chegou a 27,5 milhões de pessoas, um crescimento de 7,4% em relação aos 25,6 milhões do mês anterior e de 8% sobre os 23,7 milhões de julho de 2008. O tempo de navegação em residências em julho cresceu 9% sobre junho e 21% sobre julho de 2008, e atingiu a marca inédita de 30 horas e 13 minutos por pessoa. O número de pessoas que moram em domicílios em que há a presença de computador com internet é de 40,2 milhões.

Em tempo de navegação por pessoa, as categorias que mais cresceram foram Entretenimento, com 13,3%, Buscadores, Portais e Comunidades, com 10,8%, e Telecomunicações e Serviços de Internet, com 9,5%.

Entre os dez países em que é realizada a pesquisa, o Brasil continua com o maior tempo por usuário, tanto na navegação em páginas quanto no tempo
total, incluindo programas online.


Oi lança edital para escolha de conteúdos audiovisuais

Sexta-feira, 21 de Agosto de 2009, 16h20
A Oi lançou um novo edital de pitching para produtores de conteúdo convergente. Em seu segundo ano, o concurso da operadora convida produtoras nacionais a inscrever criações que possam ser distribuídas via Internet, celular, Oi FM e OiTV. O projeto selecionado terá um orçamento de até R$ 350 mil para realização. As inscrições estão abertas até 17 de setembro. Informações: www.canaloi.com.br/multimidia

O vencedor do pitching da Oi em 2008, "Os Buchas", da Vitória Produções e da Pérola Negra Produções, estreia em 4 de setembro no Canal Oi. O primeiro episódio da série, que conta a história de três amigos que protagonizam fracassos tipicamente masculinos, já está no sitewww.canaloi.com.br/osbuchas.


Abertas as inscrições para festival de cinema da Cidade do México

Sexta-feira, 21 de Agosto de 2009, 15h07
Estão abertas até o dia 30 de outubro as inscrições para o 7º Festival Internacional de Cine Contemporáneo de la Ciudad de México (Ficco). O evento acontece na capital mexicana de 24 de fevereiro a 7 de março de 2010. Serão aceitas as inscrições de longas-metragens de ficção e documentários que tenham sido realizados em 2009 e ainda não tenham sido exibidos no México. Mais informações e inscrições no site: www.ficco.com.mx.

Demanda por vídeo e fragmentação da audiência aumenta, diz pesquisa

A demanda por conteúdo em vídeo aumentou, independente da plataforma, assim como a fragmentação da audiência. E os consumidores estão dispostos a pagar por esse conteúdo. Esses foram alguns dos principais resultados da pesquisa "Television: entering the era of mass-fragmentation" da Accenture sobre conteúdo digital, realizada com quase 14 mil consumidores, em 13 países, para saber como as pessoas respondem ao conteúdo de vídeo e como se adaptam a novas plataformas.

Um dos resultados mais significativos do estudo mostrou que cresce o consumo de conteúdos de vídeo, independente da plataforma. Ao mesmo tempo, também cresce a fragmentação da audiência. O consumo de vídeo cresceu em relação à pesquisa de 2008, com aumento dos usuários que assistem a seis ou mais canais de televisão (40% dos entrevistados em 2009, em comparação a 35% em 2008) e que veem oito ou mais programas por semana (39% este ano e 33% no ano passado). O número de usuários que afirmaram gostar de ver os programas em outros dispositivos, além da TV, também cresceu em relação ao ano anterior: 74% dos usuários revelaram que assistem a conteúdos em computadores pessoais em 2009, em 2008 foram 61%. Em relação a dispositivos móveis o número também cresceu: 45% em 2009, contra 32% em 2008. O número de pessoas que desejam assistir TV em um computador saltou de 61% em 2008 para 74% em 2009.

Em relação ao conteúdo, 73% dos entrevistados afirmam ver os seus programas preferidos em mais de um canal. As formas que eles utilizam para tomar conhecimento sobre a programação são: comerciais (40%), zapping de canais (33%), recomendação de amigos e família (30%), entre outros. Blogs e anúncios em celulares também foram apontados, em menor proporção.

Segundo a pesquisa, os telespectadores do Brasil, México e Malásia, por exemplo, são três vezes mais propensos e interessados em assistir ao conteúdo de vídeo no telefone celular (de 65%, em 2008, a 71% em 2009) do que os consumidores de países como Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido (em 2008, 22% e, em 2009, 26%).

Quer pagar quanto?

Na pesquisa, os consumidores demonstraram mais disposição em pagar por diferentes tipos de conteúdo em relação à mesma pesquisa realizada em 2009. De acordo com o estudo, 49% dos entrevistados pagariam por um serviço digital de programação, 37% a mais que no ano passado. No Brasil, esse número foi de 46%, em 2008, para 63%, em 2009, ficando atrás apenas do México. Entre aqueles que apresentaram disposição em pagar pela programação, 25% preferem pacotes de assinatura, 12% o modelo pay-per-episode e 9% o pay-per-season. Os conteúdos patrocinados também se destacam: 40% dos participantes da pesquisa afirmaram preferir assistir anúncios em troca de conteúdo livre.

Haroldo Sanches